Precificar no chute é o erro que mais mata negócio pequeno. Não porque o preço fica alto demais — quase sempre fica baixo demais, e o dono só descobre quando já está trabalhando muito e ganhando pouco.
1. Some tudo que sai todo mês
Aluguel, sistema, internet, contador, transporte, energia. Esses custos existem mesmo se você não vender nada. Anote o total: é o seu custo fixo mensal.
2. Defina o seu pró-labore
Quanto você precisa receber por mês para viver? Esse número não é lucro — é custo. Se você não se paga, o negócio não é viável, é um emprego mal remunerado disfarçado.
3. Descubra sua capacidade real
Quantas horas você consegue vender por mês? Se você trabalha 160 horas, no máximo 100 são faturáveis — o resto é proposta, reunião, administrativo. Contar 160 é o segundo erro mais comum.
4. Feche a conta
Some custo fixo + pró-labore, divida pelas horas faturáveis e você tem o seu custo por hora. Acrescente os impostos e a margem de lucro que quer. O resultado é o seu preço mínimo — abaixo disso, você está pagando para trabalhar.
O que fazer com esse número
Compare com o mercado. Se ficou muito acima, o problema costuma ser capacidade ociosa ou custo alto demais, não o preço. Se ficou muito abaixo, você provavelmente estava se vendendo barato.
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